domingo, 28 de março de 2010

Boavista encara Bangu em Saquarema

Times jogam para cumprir tabela na última rodada da Taça Guanabara

 

Sem chances de classificação, mas buscando terminar a primeira fase do Carioca com uma vitória, Boavista e Bangú medem forças neste domingo, às 16h, no Estádio Elcyr Resende de Mendonça, em Saquarema, pela última rodada do Grupo B da Taça Guanabara.
Depois de arrancar um empate com o Flamengo em pleno Maracanã, o técnico Júlio Marinho poderá contar novamente com o meia Têti, que retorna de suspensão. Ele deve ocupar a vaga do volante Fernando Bob. O treinador revelou que o objetivo do Boavista agora é conquistar a vitória sobre o Bangu para jogar o segundo turno mais tranqüilo, sem ser ameaçado pelo risco de rebaixamento. Além disso, o clube quer a vaga no troféu Moises Mathias de Andrade, que deve ser disputado nas preliminares dos jogos das semifinais da Taça Guanabara.
- Uma vitória sobre o Bangu amanhã será muito importante para o nosso planejamento para a Taça Rio. Poderemos jogar o segundo turno mais tranqüilos sem ter que nos preocupar com o rebaixamento. Outro fator importante é que provavelmente poderemos disputar o troféu Moisés Mathias de Andrade e manter a equipe em atividade. Se isso não acontecer, teremos que ficar parados até o início da Taça Rio e perderemos um pouco do ritmo de competição - afirmou.
No Bangu, o técnico Mazolinha irá repetir a mesma formação que derrotou o Volta Redonda, na última quarta, em Moça Bonita. A exceção fica por conta do zagueiro Edinho, que levou o terceiro cartão amarelo e será substituído por Marcio Cleick. Na última sexta-feira, o comandante realizou um treino tático e priorizou as finalizações.

FICHA TÉCNICA:
BOAVISTA X BANGU
Local: Elcyr Resende de Mendonça
Data e hora: 15 de fevereiro de 2009, às 16h(de Brasília)
Árbitro: Leonardo Garcia Cavaleiro
Auxiliares: Lino de Paula Leite Neto e Daniel Santo Parro
BOAVISTA: Vinícius; Rogério Rios, Bruno Costa, Santiago e Hamilton; Thiaguinho, Bruno Moreno, Leandro Cruz e Têti; Tony e Roberto Santos. Técnico: Júlio Marinho.
BANGU: Diogo Silva; Uilliam, Abílio, Márcio Cleick e Rodrigo Melo; Marcão, Douglas Silva, André Oliveira e Tiano; Somália e Bruno Luís

 

Americano enfrenta o Duque de Caxias

Time de Campos quer manter liderança do grupo contra o time da Baixada

 

Embalado pela vitória sobre o Vasco em São Januário na estréia da Taça Guanabara, o Americano recebe nesta terça, às 19h30, no Godofredo Cruz, o Duque de Caxias na abertura da segunda rodada. O técnico Paulo Marcos repete o time do Americano. Já Marcelo Buarque muda o Duque de Caxias, que vem de empate, 1 a 1, com o Tigres. O volante Alberoni entra na vaga de Cléber.
FICHA TÉCNICA:
AMERICANO X DUQUE DE CAXIAS
Estádio: Godofredo Cruz, Campos dos Goytacazes (RJ)
Data/Hora: 27/01/2009 - 19h30 (de Brasília)
Árbitro: Adricélio dos Santos (RJ)

AMERICANO: Jéferson, Elson, Carlão e Anderson; Gil, Siller, Kim, Éberson e Ernani; Kieza e Diego. - Técnico: Paulo Marcos
DUQUE DE CAXIAS: Borges, Arilson, Eduardo Teles, Henrique e Allan; Alberoni, Nei Oliveira, Juninho e Renatinho; Dudu e Edivaldo - Técnico: Marcelo Buarque

 

Flamengo e América jogam no Engenhão por semifinal da Taça Rio

Flamengo e América se enfrentam neste domingo, às 16h, no Engenhão, pela sétima rodada da Taça Rio, de olho na classificação a fase semifinal do turno, mas enquanto o primeiro pode garantir seu lugar nesta partida, o segundo luta para continuar em vantagem nesta briga.
O Rubro-negro é o líder do Grupo A, com 16 pontos, e com uma vitória, um empate ou uma derrota (neste caso, depende de um tropeço do Bangu, terceiro colocado). No Grupo B, o Alvirrubro está em segundo lugar, com 11 pontos (dois a menos que o Botafogo), e segue dependendo somente de si para avançar - Vasco e Macaé vêm atrás com nove.
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A equipe do Flamengo segue sem poder contar com o zagueiro Álvaro, lesionado. Assim, a dupla de zaga segue sendo formada por David e Fabrício. Por outro lado, o volante Toró volta após suspensão e, com isso, Maldonado, que foi titular após uma lesão no joelho no ano passado, fica no banco.
No entanto, a principal mudança do time é uma opção do técnico Andrade: o apoiador Petkovic, que iniciou as duas últimas partidas do Rubro-negro, perdeu novamente a vaga para o também meia Vinícius Pacheco e será apenas opção no confronto do fim de semana.

Botafogo comemora o retorno da confiança de sua torcida

Quando Joel Santana chegou ao Botafogo, havia quase que uma guerra declarada entre a torcida alvinegra. Hoje, pouco mais de três meses depois, o panorama se inverteu. As constantes vaias foram trocada por aplausos e o incentivo das arquibancadas ainda emociona o experiente treinador.
Na vitória sobre o Volta Redonda, isso ficou muito claro. A torcida alvinegra apoiou a equipe o tempo inteiro e foi recompensada com um gol no fim da partida.
– Queria agradecer os que vieram. É uma fidelidade grande dessa torcida. Fez uma festa legal. Teve um momento do jogo que fiquei olhando para o torcedor e fiquei emocionado. A torcida está acreditando, está vendo o trabalho sendo feito e a postura da equipe – afirmou o treinador alvinegro.
A lua de mel entre a torcida e o time demorou para acontecer. A desconfiança vinha do ano passado, por conta da má campanha no Campeonato Brasileiro. A goleada por 6 a 0 sofrida para o Vasco quase azedou de vez a relação dos torcedores com alguns jogadores.
As vaias eram constantes nas partidas do Botafogo. Mesmo se o time tivesse jogando bem e vencendo bastava uma jogada malfeita para os protestos começarem. Boa parte dos remanescentes do ano passado, eram xingados nos primeiros minutos de jogo. Nem mesmo a conquista da Taça Guanabara fez com que tudo ficasse em paz.
Mas, a cada vitória, as vaias foram sumindo. Na vitória sobre o Volta Redonda, não houve xingamentos. A torcida apoiou a equipe do início ao fim. Fahel, um dos perseguidos, agradece ao treinador.
– A chegada do Joel trouxe para nós a confiança de volta. Ele estuda o futebol e já sabia o que estava acontecendo aqui no Botafogo, sabia das dificuldades que iria ter – explicou.

Vasco e Fluminense apostam na juventude para vencer o clássico

Coutinho e Wellington Silva dividem foco na partida com atletas de peso

Apesar da pouca idade (17 anos) boa parte dos holofotes do clássico entre Vasco e Fluminense estará voltada para eles, neste domingo, às 18h30, no Maracanã, com transmissão em tempo real pelo LANCENET !. Na Colina, Coutinho, integrado aos profissionais desde o ano passado, amadureceu e ganhou status de titular. Profissionalizado há cerca de dois meses, Wellington percorre o caminho já trilhado pelo amigo e deverá ser a arma secreta de Cuca para o clássico.
– Philippe Coutinho está pronto. Foi integrado em 2009 e é titular desde o início do ano. Nosso menino (Wellington Silva) fez apenas nove partidas, mas ganhará experiência com uma sequência maior – aposta Cuca.
A rivalidade não diminuirá a amizade. Os dois amigos conversaram antes do clássico e combinaram trocar de camisas. Rivais no presente, ambos já vestiram a mesma camisa num passado não muito distante.
Em 2005, a dupla defendeu a Associação Atlética Light/River e faturou a Copa Rio de Futsal. Daí a origem de tanta habilidade. No segundo semestre, eles se reencontraram no Madureira. Philippe já havia completado 12 anos e defendeu a equipe infantil de futsal do Tricolor Suburbano. Wellington, sete meses mais novo, atuou pela equipe mirim.
– Eles são diferenciados. Desde pequenos eles se destacam pela qualidade acima da média. Não tenho dúvida de que eles têm condições de decidir o clássico – disse Toninho Magalhães, vice de futebol do Madureira, que os conhece de longa data.
Mais badalado, Philippe Coutinho é quem está mais pressionado. Afinal, o Vasco, que não vence há quatro jogos, está com a sua classificação ameaçada para a semifinal da Taça Rio. O momento do Fluminense, deWellington Silva, é mais tranquilo. Com a vaga na mão, o Tricolor encara o clássico como preparação para a fase final da Taça Rio. No duelo das promessas, quem levará e melhor?

Petkovic: 'O pior do Flamengo são seus dirigentes

Meia diz que sua permanência na Gávea é difícil

Sentado à mesa em seu escritório, na Barra, de onde comanda seus outros negócios, Petkovic, laptop Macintosh à frente, recebeu a equipe de reportagem do LANCE! para uma entrevista exclusiva. Com sinceridade impressionante, falou abertamente sobre tudo. Da polêmica suspensão imposta por Marcos Braz, vice de futebol, aos recentes episódios com Adriano e Vagner Love, passando pelo orgulho de ser rubro-negro, Pet admitiu estar desconfortável no clube e decepcionado. O sérvio revelou que encerrará a carreira no fim de 2011 e que a vontade de permanecer no clube não é mais a mesma.
CARLOS MONTEIRO: Em recente entrevista, Andrade comentou que você está menos participativo e que não teria motivo para estar magoado. Você mudou mesmo?
PET: Fiquei decepcionado, mas mágoa não guardo. Quando se trata de mim, as pessoas preferem levar tudo à imprensa do que falar comigo. Se o Andrade tinha algo para me dizer, teria de falar comigo e não com a imprensa. Mas isso não aconteceu. Quando dou entrevista não emito opinião sobre as pessoas. Falo do grupo, do clube, que é o que verdadeiramente interessa.
CM: Seu relacionamento com o Andrade mudou, então?
PET: Ano passado, ele conversava muito comigo, mas este ano, nada. Não tivemos nenhuma briga. Não entendo o motivo. Não me meto porque vi que não sou mais consultado para nada. Ano passado ele me consultava bastante. Se estou diferente é porque não há mais liberdade. Então me limito a fazer o meu trabalho dentro de campo. É uma coisa lógica: se dou abertura, a pessoa vem falar comigo e, se a pessoa me dá abertura, vou falar com ela.
ERICH ONIDA: Há jogador que se incomoda com o banco e com ser substituído. Como você se enquadra nessa questão?
PET: Já sentei no banco, entrei, fiz gol, sentei de novo. É normal. Mas por que sou o único que senta no banco? Por que sou o único a ser substituído sempre? Vocês lembram qual foi a última vez que joguei os 90 minutos? Foi contra o São Paulo, no ano passado. Não sei porque acontece isso. Sou substituído sempre, até quando arrebento com o jogo. Estou contando os fatos. Não bato boca, não brigo com ninguém.
EO: Você acha, então, que por sua condição técnica não deveria ser tratado dessa maneira?
PET: Prefiro nem pensar nisso para não ficar sem dormir. Impossível ser eleito o melhor jogador do Brasileiro do ano passado, pelo LANCE! e outros veículos, e sempre ser substituído. Todos têm o direito de jogar mal, se machucar, sair, voltar. Isso é normal. Quando estou mal fisicamente sou o primeiro a falar que não dá para aguentar o jogo inteiro e sento no banco normalmente. Foi isso que aconteceu no início do ano. Nunca briguei com técnico. Teve jogadores que discutiram e continuam jogando.

sábado, 27 de março de 2010

Gaúcho admite que sua inspiração é o técnico Andrade

Gaúcho já sonha com passos mais largos e quer ser efetivado no cargo de técnico
Interino do Vasco afirma que pretender seguir os passos do rival



Nem bem foi efetivado, ainda que por um jogo, Gaúcho já sonha alto no Vasco. E nada melhor do que inspirar-se em ótimos exemplos para crer que sua passagem será mais longa do que um fim de semana. De olho no sucesso de Andrade no rival, espera seguir seus passos.
Semelhanças para que isso aconteça não faltam. Ambos tiveram destaque na década de 1970 e formaram time com Roberto Dinamite, no caso do cruzmaltino, e Zico, quando o assunto é o Flamenguista. Em 2009, o atual treinador da Gávea levou o time ao título nacional depois de assumir a vaga de Cuca e ganhar chance concreta.
– São casos bem parecidos. Andrade tem história como jogador no Flamengo e eu aqui. Mas também não adianta muito ter amor ao clube, o negócio é a produção – deixou claro o treinador.
Com sonhos bem concretos, Gaúcho admite que o comando do Gigante sempre foi um alvo.
– Estava no meu projeto, sim. Mas fui pego de surpresa, estava jogando a minha pelada de quinta-feira e me pediram para que retornasse a São Januário para conversar com a diretoria. Fiz isso com muita alegria e não pensei duas vezes em deixar a pelada de lado. E para alimentar o sonho, nada melhor do que a palavra de quem está no comando - afirmou.
O diretor executivo Rodrigo Caetano deixou claro que a permanência no cargo é possível e espera um bom trabalho do interino no clássico diante do Fluminense.
– Pode ser que ele fique. De acordo com a definição dos nomes, ele pode seguir contra o ASA. Depois, teremos três jogos decisivos e é bom que ele receba confiança. Esperamos, com bons resultados, que possamos pensar a respeito da manutenção – avaliou o dirigente cruzmaltino - salientou.